Polícias invadem escadaria do Parlamento
Sim, quase que acontecia. Quase invadiam, também, o parlamento. Mas, ao que parece, estava presente um cordão de civis a defender o parlamento e deram logo umas cacetadas nos polícias, que assim tiveram que recuar.
Não aconteceu mas podia muito bem ter acontecido.
É assim a vida. Umas vezes malham uns, outras vezes malham outros. E o governo malha em todos.
sexta-feira, 22 de novembro de 2013
quarta-feira, 20 de novembro de 2013
Visão a longo prazo e estratégia consolidada
É isto: "PJ compra carros mas só terá combustível até março".
Em breve virá: "PJ compra ferros de engomar mas só terá água destilada até março".
PS: Brasiu, a gênti se vê no mundiau!!!
É isto: "PJ compra carros mas só terá combustível até março".
Em breve virá: "PJ compra ferros de engomar mas só terá água destilada até março".
PS: Brasiu, a gênti se vê no mundiau!!!
terça-feira, 15 de outubro de 2013
E a merda assim continuará!
Há dias, Daniel Oliveira escrevia sobre o intragável Machete para questionar o que levava o PM a mantê-lo em funções. A mesma pergunta foi feita acerca do dr. Relvas. O mesmo tipo de dúvida persistirá ainda hoje sobre o... a... coiso Portas, a sra. swap, et alii. A explicação no caso Machete, diz DO, assenta em perceber estes 4 motivos:
1) "este governo está tão frágil que já não pode demitir ninguém";
2) "os casos com ministros são tantos que já nada escandaliza";
3) "as medidas brutais contra os cidadãos sucedem-se a tal velocidade que as tropelias de Machete parecem quase irrelevantes";
4) "e os cidadãos aceitaram de tal forma a inevitabilidade de tudo que desistiram de ser cidadãos."
Mas a coisa será mais profunda. Este ministro será a pedido. E sê-lo-á, muito provavelmente, para substituir outro, talvez um dr., a quem se tornou impossível manter-se em funções. E é daqui que virá o circo começado há coisa de poucas horas. Vamos ver no que vai dar. Irá certamente ao encontro do que DO descrevia como coisas apenas para líricos:
"A ética é muito bonita mas não baixa juros nos mercados secundários nem consta do memorando de entendimento. É coisa para líricos irresponsáveis. Na realidade, quanto mais indiferença mostrarmos a tudo o que é indigno mais credíveis seremos. Porque estabilidade é tudo o que precisamos. Isto pode ficar mesmo uma merda. O que interessa é que seja uma merda estável."
E ao que parece a merda tem estado estável por algumas bandas do lado de lá do estreito. O culambismo, segundo M. Esteves Cardoso, é irresistível para muitos que se passeiam nos meandros da política.
Sim, vamos ver no que vai dar. Eu apostava em ver um governo, que apesar de composto por delinquentes foi eleito democraticamente, a vergar-se perante uma influência estranha e estilizadora. Sim porque se continuamos na senda dos pedidos de desculpas, custa menos fazê-lo a um ditador do que a uma mão cheia de empresários que branqueiam capitais.
Há dias, Daniel Oliveira escrevia sobre o intragável Machete para questionar o que levava o PM a mantê-lo em funções. A mesma pergunta foi feita acerca do dr. Relvas. O mesmo tipo de dúvida persistirá ainda hoje sobre o... a... coiso Portas, a sra. swap, et alii. A explicação no caso Machete, diz DO, assenta em perceber estes 4 motivos:
1) "este governo está tão frágil que já não pode demitir ninguém";
2) "os casos com ministros são tantos que já nada escandaliza";
3) "as medidas brutais contra os cidadãos sucedem-se a tal velocidade que as tropelias de Machete parecem quase irrelevantes";
4) "e os cidadãos aceitaram de tal forma a inevitabilidade de tudo que desistiram de ser cidadãos."
Mas a coisa será mais profunda. Este ministro será a pedido. E sê-lo-á, muito provavelmente, para substituir outro, talvez um dr., a quem se tornou impossível manter-se em funções. E é daqui que virá o circo começado há coisa de poucas horas. Vamos ver no que vai dar. Irá certamente ao encontro do que DO descrevia como coisas apenas para líricos:
"A ética é muito bonita mas não baixa juros nos mercados secundários nem consta do memorando de entendimento. É coisa para líricos irresponsáveis. Na realidade, quanto mais indiferença mostrarmos a tudo o que é indigno mais credíveis seremos. Porque estabilidade é tudo o que precisamos. Isto pode ficar mesmo uma merda. O que interessa é que seja uma merda estável."
E ao que parece a merda tem estado estável por algumas bandas do lado de lá do estreito. O culambismo, segundo M. Esteves Cardoso, é irresistível para muitos que se passeiam nos meandros da política.
Sim, vamos ver no que vai dar. Eu apostava em ver um governo, que apesar de composto por delinquentes foi eleito democraticamente, a vergar-se perante uma influência estranha e estilizadora. Sim porque se continuamos na senda dos pedidos de desculpas, custa menos fazê-lo a um ditador do que a uma mão cheia de empresários que branqueiam capitais.
segunda-feira, 14 de outubro de 2013
O bando de adolescentes
Este governo, coligado por Pedro e Paulo, tem algo de maquiavélico e pessoano. Entre muitas outras características, claro. Paulo é firme como uma árvore que tenta esconder que dá frutos. E ele acredita que os outros, todos, acreditam nisso. Já Pedro acredita que é o próprio lobo, raivoso e sedento de sangue. Mas não o demonstra a todos. Ao mesmo tempo que não se dá ao trabalho de esconder uma indesmentível incapacidade para governar, vai espezinhando uma constituição que ele não sabe para que serve. E o tempo passa e ele nunca vai ganhar a capacidade de governar. E o homem palaciano continua a fingir que dorme. E o povo entorpecido. Tratam-no tão mal, mas o povo diz que não sabe mais. Não pode mais, não aguenta mais, tudo está uma miséria, a filha vai emigrar porque não arranja trabalho, aquele já nem come para dar ao filho, coitados dos vizinhos foram despejados por não pagarem a renda, mas... amanhã há jogo e tristezas não pagam dívidas.
Esta gentalha não é perigosa. Só quando votam nela...
Este governo, coligado por Pedro e Paulo, tem algo de maquiavélico e pessoano. Entre muitas outras características, claro. Paulo é firme como uma árvore que tenta esconder que dá frutos. E ele acredita que os outros, todos, acreditam nisso. Já Pedro acredita que é o próprio lobo, raivoso e sedento de sangue. Mas não o demonstra a todos. Ao mesmo tempo que não se dá ao trabalho de esconder uma indesmentível incapacidade para governar, vai espezinhando uma constituição que ele não sabe para que serve. E o tempo passa e ele nunca vai ganhar a capacidade de governar. E o homem palaciano continua a fingir que dorme. E o povo entorpecido. Tratam-no tão mal, mas o povo diz que não sabe mais. Não pode mais, não aguenta mais, tudo está uma miséria, a filha vai emigrar porque não arranja trabalho, aquele já nem come para dar ao filho, coitados dos vizinhos foram despejados por não pagarem a renda, mas... amanhã há jogo e tristezas não pagam dívidas.
Esta gentalha não é perigosa. Só quando votam nela...
quinta-feira, 10 de outubro de 2013
As sobras do que foi um país
Não sei o que é ser de esquerda ou de direita. Nunca me filiei num partido, e mesmo assim já me chamaram isto e aquilo. Pouco me importa. Já nada importa quando o estado social é um malfeitor. Ou quando o humanismo é uma gota de água num oceano chamado capitalismo. O Zé Francisco partiu. Quantos mais Zés Franciscos terão que partir?
Não sei o que é ser de esquerda ou de direita. Nunca me filiei num partido, e mesmo assim já me chamaram isto e aquilo. Pouco me importa. Já nada importa quando o estado social é um malfeitor. Ou quando o humanismo é uma gota de água num oceano chamado capitalismo. O Zé Francisco partiu. Quantos mais Zés Franciscos terão que partir?
E o que sobra?
Isto: "Ó dr. Pinto, o meu pai já saiu do hospital, mas agora não podes falar mais com ele. Foi para o Céu. Quando eu for grande e se me portar bem, ele volta."
O passeio da senhora
Com que então, a senhora vai passear!? Bem, parece que já lá vai o tempo em que ela aparecia e desaparecia em modo abracadabra. Agora não, agora vai de avião. Bom, a senhora vai, mas vai no lugar dos passageiros; isto porque alguém de bom senso lá se lembrou que não seria necessário fretar um avião só para o efeito. Ah, bom!
Não haja dúvida que isto tudo é um bocado cagão. Perdão, queria dizer pagão. Até porque imagens da senhora não deverão faltar no Vaticano. Caso contrário, o melhor é enviar uma das lojinhas de Fátima, que aí não faltam imagens. A verdade é que em Fátima ficará outra senhora (eh pá, "outra senhora"?, que arrepio). Esperemos que também faça milagres, caso contrário deverá ser declarada impostora. Resta-nos o consolo que, apesar de uma longa e cara viagem, a senhora "ficará fora do país o mínimo de horas possível" - deve ser para não se constipar. Amén.
PS: Já sei, vou arder no inferno.
PS: Fez tanta falta ao homem palhaciano...
Com que então, a senhora vai passear!? Bem, parece que já lá vai o tempo em que ela aparecia e desaparecia em modo abracadabra. Agora não, agora vai de avião. Bom, a senhora vai, mas vai no lugar dos passageiros; isto porque alguém de bom senso lá se lembrou que não seria necessário fretar um avião só para o efeito. Ah, bom!
Não haja dúvida que isto tudo é um bocado cagão. Perdão, queria dizer pagão. Até porque imagens da senhora não deverão faltar no Vaticano. Caso contrário, o melhor é enviar uma das lojinhas de Fátima, que aí não faltam imagens. A verdade é que em Fátima ficará outra senhora (eh pá, "outra senhora"?, que arrepio). Esperemos que também faça milagres, caso contrário deverá ser declarada impostora. Resta-nos o consolo que, apesar de uma longa e cara viagem, a senhora "ficará fora do país o mínimo de horas possível" - deve ser para não se constipar. Amén.
PS: Já sei, vou arder no inferno.
PS: Fez tanta falta ao homem palhaciano...
sábado, 14 de setembro de 2013
terça-feira, 10 de setembro de 2013
Aqui se passa de um país a outro. Mas o mar é sempre o mesmo.
"Eu gosto da paisagem. Mas amo-a duma maneira casta, comovida, sem poder macular a sua intimidade em descrições a vintém por palavra. Chego a uma terra e não resisto: tenho de me meter pelos campos fora, pelas serras, pelos montes, saber das culturas, beber o vinho e provar o pão."
Miguel Torga, in "Diário (1942)
domingo, 8 de setembro de 2013
O surrealismo, ele próprio, era um monárquico convicto. E na sua ideia, todos deveriam fazer a vénia ao rei. Vai daí engendrou um plano para alcançar os seus objectivos sem denunciar os seus intentos. Como? Muito simples: expôs uma fotografia enorme do rei, e por baixo deixou uma montagem com um jogo de ilusão óptica daliniano. Ou pelo menos o que parece sê-lo. A malta, curiosa e sedenta de obras do surrealismo, ele próprio, vai toda lampeira ver o que ali se passa. Mas não há nada para ver. Não é nenhuma obra prima. Entretanto a vénia foi feita. Genial, como só o surrealismo, ele próprio, sabia ser.
PS: à segunda visita ao Teatro Museu do surrealismo, ele próprio, tive a oportunidade de alguém me dar a conhecer este segredo. Espero voltar a Figueres muitas vezes, para conhecer mais segredos.
sábado, 24 de agosto de 2013
Mesa dos SonhosAo lado do homem vou crescendo
Defendo-me da morte quando dou
Meu corpo ao seu desejo violento
E lhe devoro o corpo lentamente
Mesa dos sonhos no meu corpo vivem
Todas as formas e começam
Todas as vidas
Ao lado do homem vou crescendo
E defendo-me da morte povoando
De novos sonhos a vida
Alexandre O'Neill, in 'No Reino da Dinamarca'
Defendo-me da morte quando dou
Meu corpo ao seu desejo violento
E lhe devoro o corpo lentamente
Mesa dos sonhos no meu corpo vivem
Todas as formas e começam
Todas as vidas
Ao lado do homem vou crescendo
E defendo-me da morte povoando
De novos sonhos a vida
Alexandre O'Neill, in 'No Reino da Dinamarca'
sexta-feira, 23 de agosto de 2013
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