O bando de adolescentes
Este governo, coligado por Pedro e Paulo, tem algo de maquiavélico e pessoano. Entre muitas outras características, claro. Paulo é firme como uma árvore que tenta esconder que dá frutos. E ele acredita que os outros, todos, acreditam nisso. Já Pedro acredita que é o próprio lobo, raivoso e sedento de sangue. Mas não o demonstra a todos. Ao mesmo tempo que não se dá ao trabalho de esconder uma indesmentível incapacidade para governar, vai espezinhando uma constituição que ele não sabe para que serve. E o tempo passa e ele nunca vai ganhar a capacidade de governar. E o homem palaciano continua a fingir que dorme. E o povo entorpecido. Tratam-no tão mal, mas o povo diz que não sabe mais. Não pode mais, não aguenta mais, tudo está uma miséria, a filha vai emigrar porque não arranja trabalho, aquele já nem come para dar ao filho, coitados dos vizinhos foram despejados por não pagarem a renda, mas... amanhã há jogo e tristezas não pagam dívidas.
Esta gentalha não é perigosa. Só quando votam nela...
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