terça-feira, 15 de outubro de 2013

E a merda assim continuará!

Há dias, Daniel Oliveira escrevia sobre o intragável Machete para questionar o que levava o PM a mantê-lo em funções. A mesma pergunta foi feita acerca do dr. Relvas. O mesmo tipo de dúvida persistirá ainda hoje sobre o... a... coiso Portas, a sra. swap, et alii. A explicação no caso Machete, diz DO, assenta em perceber estes 4 motivos:

1) "este governo está tão frágil que já não pode demitir ninguém";
2) "os casos com ministros são tantos que já nada escandaliza";
3) "as medidas brutais contra os cidadãos sucedem-se a tal velocidade que as tropelias de Machete parecem quase irrelevantes";
4) "e os cidadãos aceitaram de tal forma a inevitabilidade de tudo que desistiram de ser cidadãos."

Mas a coisa será mais profunda. Este ministro será a pedido. E sê-lo-á, muito provavelmente, para substituir outro, talvez um dr., a quem se tornou impossível manter-se em funções. E é daqui que virá o circo começado há coisa de poucas horas. Vamos ver no que vai dar. Irá certamente ao encontro do que DO descrevia como coisas apenas para líricos:

"A ética é muito bonita mas não baixa juros nos mercados secundários nem consta do memorando de entendimento. É coisa para líricos irresponsáveis. Na realidade, quanto mais indiferença mostrarmos a tudo o que é indigno mais credíveis seremos. Porque estabilidade é tudo o que precisamos. Isto pode ficar mesmo uma merda. O que interessa é que seja uma merda estável."

E ao que parece a merda tem estado estável por algumas bandas do lado de lá do estreito. O culambismo, segundo M. Esteves Cardoso, é irresistível para muitos que se passeiam nos meandros da política.

Sim, vamos ver no que vai dar. Eu apostava em ver um governo, que apesar de composto por delinquentes foi eleito democraticamente, a vergar-se perante uma influência estranha e estilizadora. Sim porque se continuamos na senda dos pedidos de desculpas, custa menos fazê-lo a um ditador do que a uma mão cheia de empresários que branqueiam capitais.

Sem comentários:

Enviar um comentário