domingo, 8 de setembro de 2013



O surrealismo, ele próprio, era um monárquico convicto. E na sua ideia, todos deveriam fazer a vénia ao rei. Vai daí engendrou um plano para alcançar os seus objectivos sem denunciar os seus intentos. Como? Muito simples: expôs uma fotografia enorme do rei, e por baixo deixou uma montagem com um jogo de ilusão óptica daliniano. Ou pelo menos o que parece sê-lo. A malta, curiosa e sedenta de obras do surrealismo, ele próprio, vai toda lampeira ver o que ali se passa. Mas não há nada para ver. Não é nenhuma obra prima. Entretanto a vénia foi feita. Genial, como só o surrealismo, ele próprio, sabia ser.

PS: à segunda visita ao Teatro Museu do surrealismo, ele próprio, tive a oportunidade de alguém me dar a conhecer este segredo. Espero voltar a Figueres muitas vezes, para conhecer mais segredos.




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